Modalidades Específicas de Educação

  

Determinadas problemáticas requerem intervenções especializadas que envolvem recursos materiais e humanos específicos, sendo por isso disponibilizados em determinados estabelecimentos de ensino:

 

Escolas de Referência (ER) para a educação:

- bilingue de alunos surdos (Artigo 23º);                                                         

- de alunos cegos e com baixa visão (Artigo 24º)

 

Unidades

- de ensino estruturado (UEE) para a educação de alunos com perturbações do espectro do autismo (Artigo 25º)

- de apoio especializado (UAE) para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita (Artigo 26º)

Intervenção precoce na infância (Artigo 27º).

 

Educação bilingue de alunos surdos - Rede área da DRELVT

 

Educação de alunos cegos e com baixa visão - Rede área da DRELVT

 

Unidades de ensino estruturado para a educação de alunos com perturbações do espectro do autismo - Rede área da DRELVT

 

Unidades de apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita - Rede área da DRELVT

 

Intervenção precoce na infância - Rede área da DRELVT

Escolas de Referência Para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão

 

A Escola Secundária Dr. Ginestal Machado integrou a rede de Escolas de Referência para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão, no âmbito do ensino secundário, desde o ano letivo 2008-2009 até ao ano letivo 2011-2012.

 

 

Brochuras:

 

Alunos Cegos e com Baixa Visão - Orientações Curriculares

Compreender a Baixa Visão

 

De acordo com o Artigo 24º do Decreto-Lei nº 3/2008, estas escolas são uma resposta especializada em agrupamentos ou escolas secundárias. Concentram as crianças e jovens de um ou mais concelhos, em função da sua localização e rede de transportes.

 

Estas escolas:

 

a) integram docentes com formação especializada em educação especial no domínio da visão e outros profissionais com competências para o ensino de braille e de orientação e mobilidade;

 

b) devem estar apetrechadas com equipamentos informáticos e didácticos adequados às necessidades da população a que se destinam.

 

Objectivos destas escolas:

 

a) Assegurar a observação e avaliação visual e funcional;

 

b) Assegurar o ensino e a aprendizagem da leitura e escrita braille, as suas diversas grafias e domínios de aplicação;

 

c) Assegurar a utilização de meios informáticos específicos, entre outros: leitores de ecrã, software de ampliação de caracteres, linhas braille e impressora braille;

 

d) Assegurar o ensino e a aprendizagem da orientação e mobilidade;

 

e) Assegurar o treino visual específico;

 

f) Orientar os alunos nas disciplinas em que as limitações visuais ocasionem dificuldades particulares: educação visual, educação física, técnicas laboratoriais, matemática, química, línguas estrangeiras e tecnologias de comunicação e informação;

 

g) Assegurar o acompanhamento psicológico e a orientação vocacional 

 

h) Assegurar o treino de actividades da vida diária e a promoção de competências sociais;

 

i) Assegurar a formação e aconselhamento aos professores, pais, encarregados de educação e outros membros da comunidade educativa.

  

Materiais didácticos adequados: material em caracteres ampliados, em braille, em formato digital, em áudio e materiais em relevo.

 

Equipamentos informáticos adequados: computadores equipados com leitor de ecrã com voz em português e linha Braille, impressora braille, impressora laser para preparação de documentos e concepção de relevos, scanner, máquina para produção de relevos, máquina braille, cubarítmos, calculadoras electrónicas, lupas de mão, lupa TV, software de ampliação de caracteres, software de transcrição de texto em Braille, gravadores adequados aos formatos áudio actuais e suportes digitais de acesso à Internet.

Unidades de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo 

 

Na Escola do 1º Ciclo dos Leões existe uma Unidade de Ensino Estruturado para a educação de alunos com perturbações do espectro do autismo.

 

 

Brochura:

 

Unidades de Ensino Estruturado - Normas Orientadoras

 

Blog da UEE dos Leões

 

As UEE constituem uma resposta especializada em escolas ou agrupamentos que concentram grupos de alunos com perturbações enquadráveis nesta problemática, de um ou mais concelhos, em função da sua localização e rede de transportes existentes.

 

A organização da resposta educativa para estes alunos deve ser determinada pelo grau de severidade, nível de desenvolvimento cognitivo, linguístico e social, nível de ensino e pela idade dos alunos.

 

As escolas com unidades de ensino estruturado:

 

a) integram docentes com formação especializada;

 

b) devem estar apetrechadas com mobiliário e equipamentos essenciais às necessidades específicas dos alunos com perturbações do espectro do autismo, devendo-se introduzir as modificações nos espaços e nos materiais que se considerem necessárias.

 

 

Objectivos destas unidades:

 

a) Promover a participação dos alunos nas actividades curriculares e de enriquecimento curricular, junto dos pares da turma a que pertencem;

 

b) Implementar e desenvolver um modelo de ensino estruturado, o qual consiste na aplicação de um conjunto de princípios e estratégias que, com base em informação visual, promovam a organização do espaço, do tempo, dos materiais e das actividades;

 

c) Aplicar e desenvolver metodologias de intervenção interdisciplinares que, com base no modelo de ensino estruturado, facilitem os processos de aprendizagem, de autonomia e de adaptação ao contexto escolar;

 

d) Proceder às adequações curriculares adequadas;

 

e) Organizar o processo de transição para a vida pós-escolar;

 

f) Adoptar opções educativas flexíveis, de carácter individual e dinâmico, pressupondo uma avaliação constante do processo de ensino e de aprendizagem do aluno e o regular envolvimento e participação da família.

 

 

Compete às escolas ou agrupamentos com estas unidades:

 

a) Acompanhar o desenvolvimento do modelo de ensino estruturado;

b) Organizar formação específica sobre as perturbações do espectro do autismo e o modelo de ensino estruturado;

c) Adequar os recursos às necessidades das crianças e jovens;

d) Assegurar os apoios necessários ao nível de terapia da fala, ou outros que se venham a considerar necessários;

e) Criar espaços de reflexão e de formação sobre estratégias de diferenciação pedagógica, numa perspectiva de desenvolvimento de trabalho transdisciplinar e cooperativo entre os profissionais;

f) Organizar e apoiar os processos de transição entre os diversos níveis de educação e de ensino;

g) Promover e apoiar o processo de transição dos jovens para a vida pós-escolar;

h) Colaborar com as associações de pais e com as associações vocacionadas para a educação e apoio a crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo;

i) Planear e participar, em colaboração com as associações relevantes da comunidade, em actividades recreativas e de lazer dirigidas a jovens com perturbações do espectro do autismo, visando a inclusão social dos seus alunos.

 

Compete ao conselho executivo da escola ou agrupamento de escolas organizar, acompanhar e orientar o funcionamento da unidade de ensino estruturado.

Unidades de Apoio Especializado para Alunos com  Multideficiência e Surdocegueira 

 

Na Escola do 1º Ciclo dos Leões existe uma Unidade de Apoio Especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita.

 

 

Brochura:

 

Multideficiência - Organização da Resposta Educativa

Unidades Especializadas

 

Estas unidades constituem uma resposta especializada em escolas ou agrupamentos que concentram grupos de alunos com perturbações enquadráveis nesta problemática, de um ou mais concelhos, em função da sua localização e rede de transportes existentes.

 

A organização da resposta educativa para estes alunos deve ser determinada pelo tipo de dificuldade manifestada, pelo nível de desenvolvimento cognitivo, linguístico e social e pela idade dos alunos.

 

As escolas com unidades especializadas:

 

a) integram docentes com formação especializada;

 

b) devem estar apetrechadas com os equipamentos essenciais às necessidades específicas dos alunos com multideficiência ou surdocegueira, devendo-se introduzir as modificações nos espaços e mobiliário que se mostrem necessárias face às metodologias e técnicas a implementar.

 

 

Objectivos destas unidades:

 

a) Promover a participação dos alunos nas actividades curriculares e de enriquecimento curricular, junto dos pares da turma a que pertencem;

 

b) Aplicar metodologias e estratégias de intervenção interdisciplinares visando o desenvolvimento e a integração social e escolar dos alunos;

 

c) Assegurar a criação de ambientes estruturados, securizantes e significativos para os alunos;

 

d) Proceder às adequações curriculares adequadas;

 

e) Adoptar opções educativas flexíveis, de carácter individual e dinâmico, pressupondo uma avaliação constante do processo de ensino e de aprendizagem do aluno e o regular envolvimento e participação da família;

 

f) Assegurar os apoios específicos ao nível das terapias, da psicologia e da orientação e mobilidade aos alunos que deles possam necessitar;

 

g) Organizar o processo de transição para a vida pós-escolar.

 

 

Compete às escolas ou agrupamentos com estas unidades:

 

a) Acompanhar o desenvolvimento das metodologias de apoio;

b) Adequar os recursos às necessidades dos alunos;

c) Promover a participação social dos alunos;

d) Criar espaços de reflexão e de formação sobre estratégias de diferenciação pedagógica numa perspectiva de desenvolvimento de trabalho transdisciplinar e cooperativo entre os vários profissionais;

e) Organizar e apoiar os processos de transição entre os diversos níveis de educação e de ensino;

f) Promover e apoiar o processo de transição dos jovens para a vida pós-escolar;

g) Planear e participar, em colaboração com as associações da comunidade, em actividades recreativas e de lazer dirigidas a crianças e jovens com multideficiência e surdocegueira congénita, visando a inclusão social dos seus alunos.

 

 

Compete ao conselho executivo da escola ou agrupamento de escolas organizar, acompanhar e orientar o funcionamento da unidade especializada.