Fundo de Emergência Covid-19 - Gulbenkian cria fundo de emergência de 5 milhões de euros

23/03/2020 21:45

Tendo em conta a atual situação de pandemia decretada pela OMS e o estado de emergência que se vive em Portugal, por causa da Covid-19, o Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian aprovou a criação de um fundo de emergência, num montante inicial de 5 milhões de euros, que pretende contribuir para reforçar a resiliência da sociedade nos principais domínios de intervenção da Fundação.

Este Fundo está, naturalmente, aberto a contribuições de outros doadores.

Num momento de excecional gravidade, a Fundação Calouste Gulbenkian, fazendo jus à sua missão, reforça a sua atividade num contributo para combater uma pandemia que põe em causa a sociedade como sempre a conhecemos”, afirma Isabel Mota, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os apoios destinam-se a cinco áreas: Saúde, Ciência, Sociedade Civil, Educação e Cultura.

 

Saúde

  1. Será reforçada a primeira linha de defesa do combate ao vírus, contribuindo para colmatar a escassez de material de proteção e equipamento médico.
  2. Apoio à deteção e diagnóstico promovendo ativamente a identificação de casos, tendo em vista reforçar a estratégia de contenção e preparar o retorno à vida social.
  3. Apoio a soluções de base tecnológica de implementação rápida, plataformas e apps, dirigidas ao acompanhamento à população, designadamente no apoio a lidar com o isolamento, à partilha de informação fidedigna e à gestão adequada da sintomatologia e da doença.

 

Ciência

  1. Reforço do financiamento do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), tendo em conta que dispõe de plataformas tecnológicas e competências científicas na área da imunologia, genómica, virologia e relação micróbio-hospedeiro, destinado a aumentar o conhecimento científico relativo à 2019-nCoV/Covid-19, permitindo:
    • A identificação de fatores de risco dos indivíduos mais vulneráveis, bem como de mecanismos para os proteger;
    • A compreensão da resposta imunitária ao vírus e de mecanismos para a promover, o que poderá levar a uma melhor gestão da doença e à aceleração da produção de uma vacina;
    • A identificação de possíveis vulnerabilidades do vírus, em particular na sua interação com o ser humano, levando a novas estratégias para tratamento e uma melhor previsão da evolução da propagação desta doença no espaço e no tempo.

Esta iniciativa será aberta e coordenada com outras Instituições e Estruturas de investigação em Portugal e no Estrangeiro.

  1. O IGC, juntamente com outras Instituições na área de Lisboa, está a desenvolver novos métodos de diagnóstico para produção e implementação em massa, tendo em conta que o diagnóstico é a ferramenta mais forte que temos neste momento contra o COVID19.

 

Sociedade Civil

  1. Lançamento do projeto Gulbenkian Cuida destinado a Organizações da Sociedade Civil que prestam apoio a idosos, um dos grupos de maior risco, em parceria com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).
    Pretende-se reforçar a capacidade de resposta destas organizações a esta faixa da população, designadamente no apoio domiciliário, na prestação de cuidados e serviços às pessoas mais isoladas, tendo em vista o seu bem-estar e a satisfação das necessidades básicas.
  2. Apoio temporário à sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil com projetos atualmente financiados pela Fundação, para lhes permitir conservar os seus colaboradores com maior grau de precariedade durante este período de crise e continuar a sua atividade em favor das comunidades em que atuam.
  3. Flexibilização às entidades beneficiárias, em todas as áreas, quanto ao planeamento dos projetos e à obtenção dos resultados, assegurando o pagamento nas datas acordadas, ou mesmo antecipando-o quando se justifique.

 

Educação

  1. Apoio aos estudantes carenciados que lhes permita um acesso ao ensino a distância durante o encerramento das escolas. O projeto será desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e prevê apoio através de meios digitais e conectividade para alunos com dificuldades económicas que comprovadamente não tenham internet em casa para aceder a conteúdos e aulas online.
  2. Reforço das Bolsas Mais destinadas a estudantes com menos recursos financeiros que se candidatam pela primeira vez à universidade, com média de entrada superior a 18 valores.

 

Cultura

  1. No que diz respeito ao setor cultural e artístico, apoio de emergência a artistas ou entidades de produção artística que viram os seus projetos cancelados, nas áreas em que a Fundação habitualmente atribui apoios, sob a forma de uma reposição parcial dos rendimentos perdidos, contribuindo para fazer face a despesas de subsistência.
  2. Manutenção e flexibilização dos apoios à criação já concedidos ou em processo de aprovação, permitindo a sua redefinição e recalendarização, de modo a garantir a permanência das estruturas de produção afetadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou hoje que criou um fundo de emergência de cinco milhões de euros, para apoiar a saúde, ciência, sociedade civil, educação e cultura, para fazer face às consequências sociais decorrentes da pandemia Covid-19.

“Tendo em conta a atual situação de pandemia decretada pela OMS e o estado de emergência que se vive em Portugal, por causa da Covid-19, o Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian aprovou a criação de um fundo de emergência, num montante inicial de 5 milhões de euros, que pretende contribuir para reforçar a resiliência da sociedade nos principais domínios de intervenção da Fundação”, anunciou em comunicado.

A Fundação sublinha, contudo, que este fundo está aberto a contribuições de outros doadores. Em curso estão projetos com instituições e estruturas de investigação, em Portugal e no estrangeiro, e com os ministérios da Educação, no apoio a estudantes carenciados, e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no apoio a idosos, entre outros projetos e entidades.

São também considerados "artistas ou entidades de produção artística que viram os seus projetos cancelados".

“Num momento de excecional gravidade, a Fundação Calouste Gulbenkian, fazendo jus à sua missão, reforça a sua atividade num contributo para combater uma pandemia que põe em causa a sociedade como sempre a conhecemos”, afirma Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Na área da saúde, o fundo de emergência destina-se a reforçar a primeira linha de defesa do combate ao vírus, contribuindo para colmatar a falta de material de proteção e equipamento médico.

Outra linha de intervenção é a da deteção e diagnóstico de casos, promovendo ativamente a sua identificação, para “reforçar a estratégia de contenção e preparar o retorno à vida social”.

Ainda na área da saúde, a FCG quer apoiar soluções de base tecnológica de desenvolvimento rápido – como plataformas e apps -, dirigidas à população, que ajudem a lidar com o isolamento, a partilhar informação fidedigna e a gerir corretamente a sintomatologia e a doença.

Relativamente à área da ciência, o fundo tem como objetivo reforçar o financiamento do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) - que dispõe de plataformas tecnológicas e competências científicas na área da imunologia, genómica, virologia e relação micróbio-hospedeiro -, para aumentar o conhecimento científico relativo à COVID-19.

Deste modo, pretende-se identificar os “fatores de risco dos indivíduos mais vulneráveis”, compreender a “resposta imunitária ao vírus” (o que poderá levar à aceleração da produção de uma vacina), e identificar possíveis vulnerabilidades do vírus, em particular na sua interação com o ser humano.

De acordo com a FCG, esta iniciativa será aberta e coordenada com outras instituições e estruturas de investigação em Portugal e no estrangeiro.

“O IGC, juntamente com outras instituições na área de Lisboa, está a desenvolver novos métodos de diagnóstico para produção e implementação em massa, tendo em conta que o diagnóstico é a ferramenta mais forte que temos neste momento contra o COVID19”, salienta a fundação.

No que respeita à sociedade civil, é lançado o projeto “Gulbenkian Cuida”, destinado a organizações que prestam apoio a idosos, um dos grupos de maior risco, em parceria com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

Desta forma, pretende-se “reforçar a capacidade de resposta destas organizações a esta faixa da população, designadamente no apoio domiciliário”.

O fundo vai também apoiar outras organizações, com projetos atualmente financiados pela Fundação, de forma a que consigam sobreviver e “conservar os seus colaboradores com maior grau de precariedade durante este período de crise”.

Na área da educação, o fundo destina-se a ajudar os estudantes carenciados, permitindo-lhes ter acesso ao ensino à distância durante o encerramento das escolas.

“O projeto será desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e prevê apoio através de meios digitais e conectividade para alunos com dificuldades económicas que comprovadamente não tenham internet em casa para aceder a conteúdos e aulas online”, afirma a FCG.

Serão ainda reforçadas as “Bolsas Mais”, destinadas a estudantes com menos recursos financeiros que se candidatam pela primeira vez à universidade, com média de entrada superior a 18 valores.

O setor cultural e artístico terá um “apoio de emergência a artistas ou entidades de produção artística que viram os seus projetos cancelados, nas áreas em que a Fundação habitualmente atribui apoios”.

Este apoio assumirá a forma de uma reposição parcial dos rendimentos perdidos, contribuindo para fazer face a despesas de subsistência.

Além disso, será permitido manter e flexibilizar os apoios à criação já concedidos ou em processo de aprovação, “permitindo a sua redefinição e ‘recalendarização’, de modo a garantir a permanência das estruturas de produção afetadas”.

 

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